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Cirurgia bariátrica6 min de leitura

O que causa a obesidade? Os principais fatores para além de simplesmente comer demais

A obesidade é muitas vezes explicada por se comer demais e mexer pouco. É parte da realidade, mas não explica porque algumas pessoas engordam com facilidade, porque o peso perdido tende a voltar nem porque a força de vontade sozinha falha tantas vezes. Este guia explica os principais fatores hoje reconhecidos pelos médicos, das hormonas do apetite e dos genes ao sono, ao stress e ao ambiente, e o que significam para o tratamento.

Equipa editorial da City Medical CentreAtualizado

O que causa a obesidade? Os principais fatores para além de simplesmente comer demais

O essencial em 30 segundos

  • A obesidade é uma doença crónica com muitas causas, não apenas falta de força de vontade.
  • As hormonas do apetite e a defesa do corpo contra a perda de peso dificultam emagrecer de forma duradoura.
  • Os genes, a idade, o sono, o stress e os problemas hormonais influenciam o peso.
  • As causas hormonais, como problemas da tiroide, são estudadas e tratadas primeiro.
  • Na obesidade grave com doenças associadas, a cirurgia é normalmente o tratamento mais eficaz.

Factos principais sobre o procedimento

  • Regresso ao trabalho2–4 semanas
  • Internamento na clínica1–5 dias
  • Resultado final18–24 meses
  • Preço $4,800a partir de $3,600

Dados da página do procedimento da City Medical Centre

O que significa obesidade em medicina

Os médicos definem a obesidade como um excesso de gordura corporal que prejudica a saúde. Na prática mede-se sobretudo com o índice de massa corporal, ou IMC, que relaciona o peso com a altura. Um IMC de 30 ou mais corresponde a obesidade, e de 40 ou mais a obesidade grave. O perímetro da cintura acrescenta informação útil, porque a gordura acumulada à volta dos órgãos abdominais está mais ligada à diabetes e às doenças do coração do que a gordura das ancas e das coxas.

Balanço energético e metabolismo

De forma simples, o peso aumenta quando o corpo recebe da comida e da bebida mais energia do que gasta. O corpo gasta energia de três formas principais:

  • as funções básicas em repouso, como respirar, a circulação e manter a temperatura, que representam a maior parte do gasto diário;
  • a digestão e o processamento dos alimentos;
  • a atividade física, desde caminhar e as tarefas domésticas até ao desporto.

Hormonas do apetite e porque o corpo resiste a emagrecer

A fome e a saciedade são controladas por sinais entre o intestino, o tecido gordo e o cérebro. Hormonas do estômago aumentam a fome antes das refeições, enquanto outras, libertadas pelo intestino depois de comer, dão sensação de saciedade. O próprio tecido gordo informa o cérebro sobre a quantidade de energia armazenada.

Hormonas do apetite e porque o corpo resiste a emagrecer

Açúcar no sangue, tiroide e hormonas do stress

Vários problemas hormonais influenciam o peso:

  • Menor sensibilidade à hormona que regula o açúcar no sangue. Quando as células respondem mal, o corpo produz mais dessa hormona, o que favorece a acumulação de gordura, sobretudo no abdómen. Esta situação precede muitas vezes a diabetes tipo 2.

Genética e idade

Os genes influenciam muito o peso corporal. Estudos com gémeos e crianças adotadas mostram que grande parte das diferenças de peso entre pessoas é hereditária. Deve-se sobretudo a muitas variantes genéticas comuns, cada uma com um pequeno efeito no apetite, na saciedade e na forma de armazenar gordura. Formas raras causadas por um único gene provocam obesidade grave desde a primeira infância.

Estilo de vida e ambiente

O ambiente atual facilita o aumento de peso. A comida muito calórica e ultraprocessada é barata, saborosa e está em todo o lado, as porções aumentaram e muitos empregos implicam estar sentado quase todo o dia. Outros fatores somam-se:

  • dormir pouco ou mal, o que aumenta a fome e os desejos de comer;
Estilo de vida e ambiente

O seu percurso de tratamento no City Medical Centre

O tratamento depende da gravidade da obesidade e das doenças que a acompanham. Para muitas pessoas começa com mudanças na alimentação, na atividade e no sono, apoio psicológico e, quando adequado, medicamentos ou injeções para emagrecer receitados por um médico. Quando a obesidade é grave ou já causou doenças, a cirurgia é normalmente a opção mais eficaz. As causas hormonais são primeiro estudadas e tratadas por um endocrinologista.

Como costuma decorrer a recuperação

  1. Primeiras horasPode sentar-se, levantar-se e beber líquidos
  2. 1–5 diasObservação na clínica, conforme a extensão da cirurgia
  3. 7–14 diasRegresso ao trabalho, conforme o esforço físico que o seu trabalho exige
  4. 1–2 mesesDieta por fases, dos líquidos aos sólidos, para o estômago se adaptar
  5. Todos os mesesEm média perde-se 10% do excesso de peso por mês
  6. 1,5–2 anosResultado final: hábitos alimentares estáveis impedem que o peso volte

Fontes

Perguntas frequentes

A obesidade é genética?

Em parte. Os genes influenciam muito o apetite, a saciedade e a forma de armazenar gordura, e explicam boa parte das diferenças de peso entre pessoas. O ambiente e os hábitos decidem até que ponto essa tendência se manifesta. Ter obesidade na família significa maior risco, não um destino fixo.

As hormonas podem fazer ganhar peso?

Sim. A menor sensibilidade à hormona que regula o açúcar, uma tiroide pouco ativa, o excesso de hormonas do stress, a síndrome do ovário poliquístico e as hormonas sexuais baixas no homem podem contribuir. As análises ao sangue ajudam a identificá-las, e tratar a causa é uma parte importante do controlo do peso.

Porque é tão difícil manter o peso perdido?

Depois de emagrecer, o corpo defende o peso anterior: as hormonas da fome sobem, os sinais de saciedade enfraquecem e o gasto em repouso diminui. Por isso é muito frequente recuperar peso depois de fazer apenas dieta. O apoio a longo prazo, a atividade e, na obesidade grave, a cirurgia ajudam a contrariar esta reação.

As doenças da tiroide causam obesidade?

Uma tiroide pouco ativa abranda o metabolismo e pode somar alguns quilos, em grande parte líquidos, mas raramente causa sozinha uma obesidade grave. Verifica-se facilmente com uma análise ao sangue e o tratamento ajuda, embora o peso nem sempre volte totalmente ao valor anterior.

Quando é que a obesidade é perigosa?

O risco aumenta com um IMC mais alto e com a gordura acumulada na cintura. A obesidade é especialmente perigosa quando vem acompanhada de diabetes tipo 2, hipertensão, apneia do sono, fígado gordo ou lesões nas articulações. São sinais para falar com um médico sobre um tratamento eficaz em vez de esperar.

Nota. Este artigo é informação geral e não substitui o aconselhamento médico. Qualquer cirurgia tem contraindicações e riscos, e a opção adequada só é definida depois de uma avaliação médica.

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