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Queda de cabelo e saúde: que doenças a podem causar e quem pode ajudar

Perder cabelo não é apenas uma questão estética. Por vezes é simplesmente hereditário e, outras vezes, é sinal de que se passa algo mais no organismo, desde alterações hormonais a uma doença do couro cabeludo ou a uma doença recente. Esta visão geral explica as causas mais frequentes, como costumam manifestar-se e que especialistas podem descobrir o que está por trás da sua queda de cabelo.

Equipa editorial da City Medical CentreAtualizado 8 min de leitura

Calvície de padrão masculino

A alopecia androgenética, também chamada calvície de padrão masculino, é o tipo de queda de cabelo mais frequente nos homens. Resulta da combinação de fatores hereditários com o efeito das hormonas masculinas (androgénios) sobre os folículos pilosos.

A hormona-chave é a di-hidrotestosterona (DHT), que se forma a partir da testosterona. Nos folículos geneticamente sensíveis, encurta a fase de crescimento e faz com que os folículos encolham, de modo que os fios ficam mais finos e mais curtos a cada ciclo. Ao longo dos anos, as entradas e o topo da cabeça podem ficar sem cabelo, enquanto o cabelo da nuca e à volta das orelhas costuma manter-se.

O médico faz normalmente o diagnóstico observando o cabelo e o couro cabeludo, muitas vezes por tricoscopia, uma visão ampliada dos folículos. Podem ser sugeridas análises ao sangue para excluir outros fatores, como a falta de ferro ou problemas da tiroide. O tratamento procura travar ou abrandar a queda e pode incluir medicamentos tópicos ou orais receitados pelo médico, que explica também os seus possíveis efeitos secundários. Em fases mais avançadas, pode considerar-se um transplante capilar.

Afinamento difuso nas mulheres

Nas mulheres, a queda de cabelo manifesta-se mais vezes como um afinamento uniforme de todo o couro cabeludo do que como zonas calvas. Pode surgir em qualquer idade.

Entre os fatores mais comuns estão as alterações hormonais (gravidez, menopausa, doenças da tiroide), o stress crónico, as dietas restritivas e carências como a falta de ferro, bem como os danos provocados pelo uso frequente de calor e de tratamentos químicos. O diagnóstico começa com uma história clínica detalhada e uma observação, normalmente seguidas de análises ao sangue. O tratamento é escolhido caso a caso e pode combinar terapêutica médica com mudanças na alimentação, gestão do stress e cuidados mais suaves com o cabelo.

Como as alterações hormonais afetam o cabelo

Hormonas como os androgénios e os estrogénios ajudam a regular o ciclo de crescimento do cabelo. Os androgénios, em particular a DHT, podem encurtar a fase de crescimento e reduzir o tamanho dos folículos nas pessoas sensíveis a eles. Por isso, as variações hormonais podem refletir-se de forma bastante direta no cabelo.

As análises ao sangue e a observação médica ajudam a identificar uma causa hormonal. Tratar a doença de base, sob vigilância do médico adequado, é muitas vezes o passo mais importante, por vezes em conjunto com um tratamento dirigido ao próprio cabelo.

Medicamentos, substâncias tóxicas e estilo de vida

Vários fatores externos podem enfraquecer o cabelo ou perturbar o seu crescimento:

Os primeiros sinais são muitas vezes cabelo baço, seco e a partir-se, mais do que uma verdadeira queda. Reduzir os tratamentos agressivos, fazer uma alimentação equilibrada e não fumar são passos sensatos, e o médico pode verificar se existe uma causa médica.

Doenças do couro cabeludo e causas menos frequentes

Doenças inflamatórias e infeciosas do couro cabeludo

Várias doenças de pele podem atingir o couro cabeludo e, através da inflamação ou da infeção, os folículos pilosos:

O dermatologista diagnostica estas doenças observando o couro cabeludo e, se necessário, fazendo uma raspagem da pele ou uma biópsia. O tratamento depende da causa e pode incluir champôs medicinais e tratamento tópico ou oral.

Formas mais raras de queda de cabelo

Estas doenças podem ser difíceis de diagnosticar e evoluir de forma imprevisível, por isso é importante uma avaliação precoce por um especialista.

Queda de cabelo depois de uma doença, incluindo a COVID-19

Uma queda intensa algumas semanas ou meses depois de uma doença grave, de febre alta ou de um grande stress é frequente. Chama-se eflúvio telógeno: o choque sofrido pelo organismo faz passar muitos fios para a fase de repouso ao mesmo tempo, e mais tarde caem todos juntos. Tem sido descrito com frequência depois da COVID-19.

O stress, as alterações nas hormonas do stress, a perda de peso durante a doença e alguns medicamentos podem contribuir. O médico pode pedir análises ao sangue para excluir outras causas, como a falta de ferro ou problemas da tiroide. Uma alimentação equilibrada, com proteína e vitaminas suficientes, bom sono e paciência são normalmente os passos principais; se a queda durar mais do que o esperado, consulte um dermatologista.

Que especialistas podem ajudar e qual é o lugar do transplante

Como a queda de cabelo tem tantas causas possíveis, muitas vezes vale a pena consultar mais do que um especialista:

O transplante capilar transfere folículos da parte de trás e dos lados da cabeça para as zonas com menos cabelo. Utiliza-se sobretudo na alopecia androgenética, na maioria das vezes com o método FUE; a combinação de FUE e DHI pode ser escolhida na alopecia androgenética e para dar densidade. O transplante não trata a causa da queda e não é indicado na alopecia total, em que não existe cabelo dador, nem enquanto uma doença ativa continuar a provocar queda. Pode saber mais na página de transplante capilar.

Consulta na City Medical Centre

A City Medical Centre trabalha com pacientes internacionais. A primeira consulta é gratuita e pode ser feita online: envie fotografias das zonas com menos cabelo e da parte de trás da cabeça e partilhe as análises ou os diagnósticos que já tiver. O médico avalia se o transplante é adequado e indica o preço, que fica depois fixado no contrato. Um coordenador pessoal acompanha-o desde a primeira mensagem até ao fim da recuperação, e pode enviar fotografias e perguntas por WhatsApp. Saiba mais na página de transplante capilar.

Resultados dos nossos pacientes

Fotos reais de antes e depois de pacientes da City Medical Centre. Os resultados são individuais.

  • Resultados dos nossos pacientes: Antes / DepoisAntesDepois
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Perguntas frequentes

Quando devo consultar um médico por causa da queda de cabelo?

Consulte um médico se a queda for súbita ou intensa, se surgirem zonas calvas, se o couro cabeludo tiver comichão, estiver vermelho ou doer, ou se a queda vier acompanhada de outros sintomas, como cansaço ou alterações de peso. Uma avaliação precoce facilita encontrar e tratar a causa.

Os problemas hormonais podem causar queda de cabelo?

Sim. As doenças da tiroide, a síndrome do ovário poliquístico, o parto e a menopausa podem afetar o ciclo de crescimento do cabelo. As análises ao sangue ajudam a identificar a causa, e tratar a doença de base com acompanhamento médico melhora muitas vezes também o cabelo.

A queda de cabelo depois da COVID-19 é definitiva?

Normalmente não. Trata-se, em regra, de eflúvio telógeno, que começa alguns meses depois da doença e, na maioria das pessoas, estabiliza ao fim de alguns meses, seguindo-se um novo crescimento gradual. Se a queda se prolongar, um dermatologista deve procurar outras causas.

Que médico devo consultar primeiro?

O médico de família ou o dermatologista são um bom ponto de partida. Podem observar o couro cabeludo, pedir análises ao sangue e, se necessário, encaminhá-lo para um endocrinologista ou outro especialista. O cirurgião de restauração capilar costuma ser consultado quando a causa da queda já está esclarecida.

O transplante capilar pode ajudar se a queda for causada por uma doença?

Depende da doença. O transplante usa-se sobretudo na alopecia androgenética e precisa de cabelo dador saudável. Não é indicado na alopecia total nem enquanto uma doença ativa estiver a provocar queda. O cirurgião decide depois de analisar o seu diagnóstico e observar o couro cabeludo.

Nota. Este artigo é informação geral e não substitui o aconselhamento médico. Qualquer cirurgia tem contraindicações e riscos, e a opção adequada só é definida depois de uma avaliação médica.

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