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O cabelo depois da quimioterapia: porque cai, como volta a crescer e como lidar com isso

Perder o cabelo durante a quimioterapia é um dos efeitos secundários mais visíveis e emocionalmente difíceis do tratamento do cancro. Para a maioria das pessoas é temporário, e o cabelo começa normalmente a crescer de novo depois de terminado o tratamento. Este artigo explica porque cai o cabelo, o que pode reduzir a queda, como costuma ser o novo crescimento e onde encontrar apoio.

Equipa editorial da City Medical CentreAtualizado 6 min de leitura

Porque é que a quimioterapia afeta o cabelo

A quimioterapia foi concebida para atuar sobre células que se dividem depressa, como as células cancerosas. Algumas células saudáveis também se dividem depressa, incluindo as células do folículo piloso que produzem o cabelo. Quando estas células são atingidas, o cabelo enfraquece e cai. Chama-se a isto queda de cabelo induzida pela quimioterapia.

O cabelo passa por ciclos de crescimento e repouso, e a maior parte dos fios do couro cabeludo está, em cada momento, na fase de crescimento ativo. Muitos fármacos de quimioterapia atuam com mais força sobre os folículos nesta fase, e é por isso que a queda pode ser súbita e generalizada. Começa muitas vezes algumas semanas depois do início do tratamento e pode também atingir as sobrancelhas, as pestanas e os pelos do corpo.

Porque é que a experiência varia de pessoa para pessoa

A quantidade de cabelo que se perde depende de muitos fatores: os fármacos concretos, a sua dose e o esquema de administração, outros tratamentos feitos ao mesmo tempo e as diferenças individuais. Alguns medicamentos causam apenas um ligeiro afinamento, enquanto outros levam à perda total do cabelo. E nem todos os tratamentos do cancro provocam queda de cabelo.

A sua equipa de oncologia sabe que fármacos vai receber e pode dizer-lhe o que esperar. Fazer esta pergunta antes de começar o tratamento ajuda muitas pessoas a prepararem-se, por exemplo escolhendo com antecedência um corte mais curto, uma peruca ou um lenço.

O que pode reduzir a queda durante o tratamento

Nem sempre é possível evitar a queda de cabelo, mas algumas abordagens podem reduzi-la ou torná-la mais fácil de gerir. Todas devem ser discutidas com a equipa de oncologia, porque nem todas as opções se adequam a todos os tipos de cancro ou de tratamento.

Arrefecimento do couro cabeludo

O arrefecimento do couro cabeludo utiliza uma touca fria ou um sistema de refrigeração durante as sessões de quimioterapia. O frio contrai os vasos sanguíneos do couro cabeludo, pelo que pode chegar menos fármaco aos folículos. Pode reduzir a queda nalgumas pessoas com alguns tratamentos, mas não funciona para toda a gente, não é adequado a todos os cancros ou esquemas terapêuticos e pode ser desconfortável. Cabe ao seu oncologista decidir se é apropriado.

Cuidados suaves com o cabelo

Alimentação

Uma alimentação equilibrada, com proteína, ferro, zinco e vitaminas do complexo B suficientes, apoia a saúde em geral, incluindo a do cabelo. No entanto, os suplementos podem interagir com o tratamento do cancro. Não comece a tomar nenhum suplemento nem altere de forma significativa a sua alimentação sem falar primeiro com o oncologista.

Como o cabelo volta a crescer depois do tratamento

Para a maioria das pessoas, a queda de cabelo induzida pela quimioterapia é temporária. O cabelo começa normalmente a crescer de novo entre algumas semanas e alguns meses depois do último tratamento. Ao princípio pode ser muito fino e macio, e vai ficando mais espesso aos poucos.

O cabelo novo pode ser diferente do anterior: mais encaracolado ou mais liso, de outra cor ou textura. Em muitas pessoas estas mudanças são temporárias e, nos meses seguintes, o cabelo torna-se muitas vezes mais parecido com o que era, embora por vezes as diferenças se mantenham.

Durante o novo crescimento, mantenha os cuidados suaves. Evite tratamentos químicos até o cabelo e o couro cabeludo recuperarem e o médico concordar. Algumas pessoas preferem manter o cabelo curto enquanto ele fica mais uniforme.

Quando falar com o médico

Num pequeno número de pessoas, o cabelo volta a crescer mais ralo do que antes ou não recupera totalmente em algumas zonas, e algumas terapêuticas hormonais usadas depois da quimioterapia também podem causar afinamento. Se o novo crescimento parecer muito lento, irregular ou ausente muitos meses depois do fim do tratamento, fale disso com a equipa de oncologia. Podem encaminhá-lo para um dermatologista para procurar a causa, que pode incluir fatores tratáveis, como problemas da tiroide ou falta de ferro.

Apoio emocional

A queda de cabelo pode afetar a autoestima, a privacidade e a vontade de sair de casa. Estes sentimentos são comuns e legítimos. Falar com um psicólogo, juntar-se a um grupo de apoio ou conversar com pessoas que passaram pela mesma experiência pode ajudar. Muitos hospitais e associações de apoio a doentes oncológicos dão conselhos sobre perucas, lenços e maquilhagem para sobrancelhas e pestanas.

Pode ajudar lembrar que a queda de cabelo não diz nada sobre a sua força nem sobre o êxito do tratamento. É um efeito secundário e, para a maioria das pessoas, passa.

Trabalhar em conjunto com a equipa médica

Cada paciente é diferente, e o que ajuda uma pessoa pode não ser adequado a outra. Mantenha um diálogo aberto com o oncologista e com os enfermeiros: pergunte qual é o efeito esperado dos seus fármacos no cabelo, se o arrefecimento do couro cabeludo é uma opção, que produtos pode usar com segurança e quando pode voltar a pintar ou a pentear o cabelo como antes. Qualquer decisão sobre procedimentos no couro cabeludo durante ou depois do tratamento do cancro deve ser tomada em conjunto com o oncologista.

Consulta na City Medical Centre

Depois da quimioterapia, o cabelo recupera normalmente por si, e na maioria dos casos não é necessário nenhum procedimento. O transplante capilar não é um tratamento para a queda de cabelo induzida pela quimioterapia. Só pode ser discutido em situações específicas, por exemplo quando o cabelo não voltou a crescer em algumas zonas muito tempo depois do fim do tratamento, ou quando existe uma alopecia androgenética sem relação com a quimioterapia, e apenas depois de o oncologista confirmar que é seguro. A City Medical Centre trabalha com pacientes internacionais, e a primeira consulta é gratuita e pode ser feita online. Se o seu oncologista concordar, pode enviar fotografias e perguntas por WhatsApp, e o médico explica se um transplante é sequer adequado; o custo só se discute depois dessa avaliação e fica fixado no contrato, e um coordenador pessoal acompanha-o durante todo o processo. Pode saber mais sobre o procedimento na página de transplante capilar.

Resultados dos nossos pacientes

Fotos reais de antes e depois de pacientes da City Medical Centre. Os resultados são individuais.

  • Resultados dos nossos pacientes: Antes / DepoisAntesDepois
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Perguntas frequentes

O meu cabelo vai voltar a crescer depois da quimioterapia?

Para a maioria das pessoas, sim. O cabelo começa normalmente a crescer de novo entre algumas semanas e alguns meses depois do último tratamento. Ao princípio pode ser mais fino, mais encaracolado ou de outra cor, e nos meses seguintes torna-se muitas vezes mais parecido com o que era.

O arrefecimento do couro cabeludo evita a queda de cabelo?

Pode reduzir a queda nalgumas pessoas com alguns esquemas de quimioterapia, mas não funciona para toda a gente e não é adequado a todos os tipos de cancro ou de tratamento. Cabe ao seu oncologista decidir se o pode usar.

Posso pintar o cabelo quando ele começar a crescer de novo?

Em geral, aconselha-se esperar até o cabelo novo e o couro cabeludo recuperarem, porque o couro cabeludo pode estar sensível e o cabelo frágil. Pergunte à equipa de oncologia quando é seguro e escolha produtos suaves quando voltar a pintar.

E se o cabelo não voltar a crescer como devia?

Se o novo crescimento for muito lento, irregular ou ausente muitos meses depois do fim do tratamento, informe a equipa de oncologia. Podem encaminhá-lo para um dermatologista para procurar a causa, que pode incluir fatores tratáveis. Qualquer procedimento deve ser discutido primeiro com o oncologista.

Faz-se transplante capilar depois da quimioterapia?

Raramente. O cabelo volta normalmente a crescer por si, por isso o transplante não faz parte habitual da recuperação. Só pode ser discutido se algumas zonas não recuperarem muito tempo depois do tratamento, ou numa alopecia androgenética sem relação com a quimioterapia, e sempre com o acordo do oncologista.

Nota. Este artigo é informação geral e não substitui o aconselhamento médico. Qualquer cirurgia tem contraindicações e riscos, e a opção adequada só é definida depois de uma avaliação médica.

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