City Medical Centre · clínica cirúrgica multidisciplinarTodos os dias, 10:00–18:00

De onde vem o cabelo para um transplante? Do couro cabeludo à barba

Uma das primeiras perguntas que os pacientes fazem sobre o transplante capilar é de onde vem, afinal, o cabelo novo. A resposta curta é: da sua própria cabeça e, por vezes, de outras partes do corpo. Este artigo explica que zonas dadoras se usam, porque funcionam, como os enxertos são retirados e manuseados e o que determina a quantidade de cabelo que se pode transferir.

Equipa editorial da City Medical CentreAtualizado 6 min de leitura

O seu próprio cabelo é a fonte

Num transplante capilar, o cabelo dador vem quase sempre do próprio paciente. Não é só uma escolha prática: os seus folículos correspondem à cor, à textura e à espessura do seu cabelo, o que ajuda o resultado a parecer natural, e o organismo aceita-os como tecido próprio.

No transplante capilar de rotina não se usa cabelo de outra pessoa. O sistema imunitário reconheceria esses folículos como estranhos e rejeitá-los-ia, a menos que se tomasse medicação imunossupressora forte para toda a vida, o que não se justifica numa intervenção estética. É por isso que a quantidade de cabelo que se pode transferir está limitada pela sua própria reserva dadora, e é por isso que a zona dadora é planeada com tanto cuidado.

A principal zona dadora: a parte de trás e as laterais da cabeça

A zona dadora mais comum é a parte de trás da cabeça, juntamente com as laterais acima das orelhas. Nas pessoas com alopecia androgenética, o cabelo desta zona é em regra muito menos sensível às hormonas que provocam o rareamento no topo da cabeça. Depois de transferidos para a linha frontal ou para a coroa, estes folículos tendem a manter as mesmas propriedades e continuam a crescer.

As laterais da cabeça podem ser usadas quando são precisos mais enxertos ou quando um cabelo mais fino se adequa a uma zona concreta, como a parte da frente da linha do cabelo. O cirurgião delimita uma zona dadora segura: uma área onde é provável que o cabelo se mantenha estável ao longo dos anos. Retirar cabelo fora desta zona pode parecer bem ao início, mas esses folículos podem rarear mais tarde.

Como se retiram os enxertos

O cabelo dador é retirado em unidades foliculares, grupos naturais de um a quatro fios. Há duas formas principais de o fazer.

FUE (extração de unidades foliculares)

As unidades foliculares são retiradas uma a uma com um punch muito pequeno. As minúsculas feridas ficam distribuídas pela zona dadora e cicatrizam em regra como pequenas marcas pontuais, difíceis de ver com o cabelo num comprimento normal. A recuperação da zona dadora costuma ser mais rápida, e a FUE é o método habitualmente usado na alopecia androgenética.

FUT (transplante de unidades foliculares)

Retira-se uma tira fina de pele com cabelo da parte de trás da cabeça, a ferida é suturada e a tira é dividida em unidades foliculares sob ampliação. A FUT permite obter muitos enxertos numa só sessão, mas deixa uma cicatriz linear, e a zona dadora pode ficar tensa durante mais tempo.

Depois da extração, os enxertos são implantados na zona rarefeita. Na DHI (implantação capilar direta), são colocados com uma caneta implantadora especial. A abordagem combinada FUE e DHI pode ser usada na alopecia androgenética e para dar densidade.

O que acontece aos enxertos antes da implantação

Entre a extração e a implantação, os enxertos são manuseados com cuidado, porque os folículos são delicados e devem passar o menor tempo possível fora do corpo. A equipa, em regra:

O manuseamento cuidadoso nesta fase é um dos fatores que influenciam a boa integração dos enxertos.

O que faz uma boa zona dadora

Nem todas as zonas dadoras são iguais, e a sua qualidade define em grande parte o que um transplante pode alcançar.

Como a reserva dadora é finita, um bom plano pensa na vida toda e não apenas na primeira sessão. O cirurgião deve deixar cabelo suficiente para que a zona dadora pareça natural e, se for necessário, para uma intervenção posterior.

Cabelo dador para as sobrancelhas

A restauração das sobrancelhas segue o mesmo princípio. O cabelo dador é retirado sobretudo do couro cabeludo, em regra da nuca ou da zona atrás das orelhas, onde se encontram fios isolados mais finos, parecidos com os pelos das sobrancelhas. Os enxertos são habitualmente retirados por FUE, pelo que não fica uma cicatriz linear visível.

A chave para uma sobrancelha natural é a colocação precisa: cada fio tem de seguir a direção e o ângulo do crescimento natural da sobrancelha, e a forma deve adequar-se ao rosto. Como os fios vêm do couro cabeludo, continuam a crescer como cabelo e precisam normalmente de ser aparados com regularidade.

Barba e pelo corporal como fontes complementares

Quando o cabelo dador do couro cabeludo é limitado, alguns cirurgiões usam também pelos da zona da barba debaixo do queixo e, com menos frequência, do peito ou de outras partes do corpo. O pelo da barba é em regra grosso e pode dar densidade, sobretudo na coroa.

Estas fontes têm limitações. O pelo corporal tem muitas vezes uma fase de crescimento mais curta, uma textura diferente e uma integração menos previsível, por isso usa-se de forma seletiva e normalmente em conjunto com o cabelo do couro cabeludo, e não em vez dele. Se é adequado para si, decide o cirurgião depois de um exame.

Consulta no City Medical Centre

O City Medical Centre trabalha com pacientes internacionais. A primeira consulta é gratuita e pode ser feita online: envie fotografias nítidas do cabelo e da parte de trás e das laterais da cabeça, e o médico avalia a qualidade da sua zona dadora e quantos enxertos poderão, realisticamente, estar disponíveis. O médico indica o preço depois da avaliação, e este fica fixado no contrato. Um coordenador pessoal acompanha-o desde a primeira mensagem até ao fim da recuperação, e pode enviar fotografias e perguntas por WhatsApp. Saiba mais na página sobre transplante capilar.

Resultados dos nossos pacientes

Fotos reais de antes e depois de pacientes da City Medical Centre. Os resultados são individuais.

  • Resultados dos nossos pacientes: Antes / DepoisAntesDepois
  • Resultados dos nossos pacientes: Antes / DepoisAntesDepois
  • Resultados dos nossos pacientes: Antes / DepoisAntesDepois

Perguntas frequentes

De onde se retira o cabelo para um transplante capilar?

Em regra, da parte de trás e das laterais da cabeça, onde o cabelo tende a resistir ao rareamento hormonal que se vê no topo da cabeça. Em alguns casos, o cirurgião pode também usar pelos da zona da barba ou, com menos frequência, do corpo.

Pode transplantar-se cabelo de outra pessoa?

Não no transplante capilar de rotina. Os folículos de outra pessoa seriam rejeitados pelo sistema imunitário, a menos que se tomasse medicação forte para toda a vida, o que não se justifica nesta intervenção. Usa-se apenas o seu próprio cabelo.

A zona dadora fica rala depois do transplante?

Quando os enxertos são retirados dentro de uma zona segura e em número razoável, a zona dadora tem em regra um aspeto natural depois de cicatrizar. Uma extração excessiva pode deixá-la rala, e é por isso que o cirurgião planeia o número de enxertos em função da sua densidade dadora.

De onde vem o cabelo para um transplante de sobrancelhas?

É normalmente retirado do couro cabeludo, muitas vezes da nuca ou de trás das orelhas, onde fios isolados mais finos se parecem com os pelos das sobrancelhas. Os fios transplantados continuam a crescer como cabelo, por isso precisam normalmente de ser aparados com regularidade.

Pode usar-se pelo da barba ou do corpo num transplante capilar?

Por vezes, quando o cabelo dador do couro cabeludo é limitado. O pelo da barba pode dar densidade, mas o pelo corporal cresce muitas vezes de forma diferente e integra-se de modo menos previsível, por isso usa-se de forma seletiva e em regra junto com o cabelo do couro cabeludo. O cirurgião decide depois de um exame.

Nota. Este artigo é informação geral e não substitui o aconselhamento médico. Qualquer cirurgia tem contraindicações e riscos, e a opção adequada só é definida depois de uma avaliação médica.

Tem uma dúvida sobre o seu caso? Consulta gratuita

Envie o seu nome e número de telefone e um coordenador liga-lhe de volta. Também pode enviar fotografias e perguntas por WhatsApp.

Pedir uma chamada

ou

Escrever por WhatsApp

Leia também